O sono está no mesmo patamar de
importância da alimentação equilibrada e do nocaute ao sedentarismo, hábitos
consagradíssimos para manter o ponteiro da balança estável. Isso quer dizer que
dormir bem não só ajuda a emagrecer mas também garante melhor qualidade de
vida.
O assunto ganha a cada dia mais destaque
entre os especialistas. Já há estudos que ligam a privação de sono a acidentes
no trabalho e à baixa resistência ao stress e infecções, além de ter relação
íntima com doenças como depressão, fibromialgia e, agora, com a obesidade. Dois
estudos norte-americanos, da Universidade de Chicago e da Universidade de
Columbia, apontaram a relação inversa entre um curto período de repouso e o
aumento do índice de massa corporal (o tal do IMC). Uma pesquisa conduzida no
Brasil pelo pneumologista Denis Martinez, fundador da Clínica do Sono, em Porto
Alegre, confirma o resultado do estudo americano. “Quem dorme cinco horas ou
menos por noite corre três vezes mais risco de se tornar, no futuro, obeso”,
afirma.
A recomendação geral é descansar de sete a
oito horas por noite. Mas dormir menos que isso nem sempre implica um hábito
pouco saudável, já que cada pessoa possui um biorritmo diferente. Dormir demais
— entre 12 e 13 horas seguidas — também pode apontar algum distúrbio respiratório,
como apnéia ou ronco, e, por isso, nem sempre deve ser encarado como atestado
de saúde. Ter um sono reparador, em que você adormece sem dificuldade e acorda
bem disposta, sem aquela sensação de cansaço, é o termômetro para saber se está
na medida certa.

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